Boa tarde a todos. Espero que todo mundo esteja bem. Espero e torço que 2009 seja um ano inesquecível para todos, porque pra mim acho que vai ser. É o ano do casamento. É o último ano solteiro, mas outra hora eu comento sobre casar. Hoje vou contar “a história do pinto”.
Não que eu goste do elemento principal da minha história. De vez em quando eu o coloco na boca. Tem dia que ele ta quentinho. Tem dia que está mais duro, outros dias mais mole, mas a experiência que eu tive com pinto foi inesquecível. Por isso, segue abaixo o relato.
Dos 14 aos 20 anos eu trabalhei de cobrador de ônibus junto com meu pai, fazendo uma linha que ligava a cidade de Pinhalão a alguns bairros rurais do município. Um deles se chama Decol. Todas as quartas-feiras, nós íamos para este bairro. E era um dos dias que dava mais compras para serem levadas no ônibus. Como o ônibus do meu pai não tinha bagageiro, as compras eram levadas nos fundos. Daí que quando o ônibus encostava na rodoviária, era uma correria para carregar as compras porque meu pai sempre gostou de cumprir o horário. Eu descia e subia no ônibus umas 387 vezes com pacotes, sacos e caixas. Uma dessas caixas foi a que originou o nome do post acima. Era uma caixa cheia de pintinhos. Um senhor já de idade avançada entrou com bastante dificuldade no ônibus, com uma caixa de pintinhos. Sentou e colocou a caixa no colo. Como a caixa era bem larga e iria atrapalhar o corredor, cai na bobagem de perguntar para ele se ele queria que “eu colocasse o pinto lá trás?”
Imaginem....olha a pergunta que eu fiz pro velho.....”O senhor quer que eu coloque o pinto lá trás?”
O velho, numa reação inesperada, olhou com a testa já enrugada de bravo, e falou bem alto e em bom tom:
- O pinto eu vou levar aqui na frente, comigo mesmo....pode deixar meu pinto aqui sossegado que dele cuido eu.
Eu fiquei numa vergonha que eu não sabia para onde ir. Os passageiros começaram a tirar sarro do velho falando:
- Cuidado hein...vai levar o pinto lá trás......
Essa brincadeira foi até a hora que o senhor desceu do ônibus.
Eu nunca mais ofereci a traseira para ninguém por pinto. Não sou louco!!!






