Home Data de criação : 08/10/28 Última atualização : 11/10/17 13:18 / 15 Artigos publicados

O pinto  escrito em sábado 10 janeiro 2009 14:53

Blog de rapidin :Casos, fatos, lorotas, presepadas...bem 'rapidin'..hehe!!, O pinto

Boa tarde a todos. Espero que todo mundo esteja bem. Espero e torço que 2009 seja um ano inesquecível para todos, porque pra mim acho que vai ser. É o ano do casamento. É o último ano solteiro, mas outra hora eu comento sobre casar. Hoje vou contar “a história do pinto”.

Não que eu goste do elemento principal da minha história. De vez em quando eu o coloco na boca. Tem dia que ele ta quentinho. Tem dia que está mais duro, outros dias mais mole, mas a experiência que eu tive com pinto foi inesquecível. Por isso, segue abaixo o relato.

Dos 14 aos 20 anos eu trabalhei de cobrador de ônibus junto com meu pai, fazendo uma linha que ligava a cidade de Pinhalão a alguns bairros rurais do município. Um deles se chama Decol. Todas as quartas-feiras, nós íamos para este bairro. E era um dos dias que dava mais compras para serem levadas no ônibus. Como o ônibus do meu pai não tinha bagageiro, as compras eram levadas nos fundos. Daí que quando o ônibus encostava na rodoviária, era uma correria para carregar as compras porque meu pai sempre gostou de cumprir o horário. Eu descia e subia no ônibus umas 387 vezes com pacotes, sacos e caixas. Uma dessas caixas foi a que originou o nome do post acima. Era uma caixa cheia de pintinhos. Um senhor já de idade avançada entrou com bastante dificuldade no ônibus, com uma caixa de pintinhos. Sentou e colocou a caixa no colo. Como a caixa era bem larga e iria atrapalhar o corredor, cai na bobagem de perguntar para ele se ele queria que “eu colocasse o pinto lá trás?”

Imaginem....olha a pergunta que eu fiz pro velho.....”O senhor quer que eu coloque o pinto lá trás?”

O velho, numa reação inesperada, olhou com a testa já enrugada de bravo, e falou bem alto e em bom tom:

- O pinto eu vou levar aqui na frente, comigo mesmo....pode deixar meu pinto aqui sossegado que dele cuido eu.

Eu fiquei numa vergonha que eu não sabia para onde ir. Os passageiros começaram a tirar sarro do velho falando:

- Cuidado hein...vai levar o pinto lá trás......

Essa brincadeira foi até a hora que o senhor desceu do ônibus.

Eu nunca mais ofereci a traseira para ninguém por pinto. Não sou louco!!!

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Feliz Natal  escrito em quarta 24 dezembro 2008 16:09

Blog de rapidin :Casos, fatos, lorotas, presepadas...bem 'rapidin'..hehe!!, Feliz Natal

Para todos um Feliz Natal.

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A casinha  escrito em quarta 24 dezembro 2008 15:41

Blog de rapidin :Casos, fatos, lorotas, presepadas...bem 'rapidin'..hehe!!, A casinha

Uma coisa é certa: depois que aconteceu este caso comigo, todas as pessoas que necessitavam fazer suas necessidades no sítio do Tio João Braz, ficaram mais felizes. Tudo por que? Literalmente, a casa caiu pra mim. De que jeito? Vai lendo...

Quando morava em São Paulo, todo fim de ano, mais ou menos nesta época, minha família saía de férias e vinha passar uns dias no famoso Pinhalão, onde nós nos dividíamos em 2 grupos: minha mãe e eu íamos para a casa do meu tio João Braz, e meu irmão com meu pai ficavam na casa do meu avô. Eu sempre gostei de sítio, mas a única coisa que me incomodava no sítio de meu tio (além da cerca que me jogou de cabeça na merda) era o banheiro, que na realidade, não existia. O que existia era uma casinha a alguns metros de distância da casa. Não sei por qual motivo eu sentia um enorme medo de ir naquela casinha. Parecia que algo de ruim iria acontecer comigo lá. Sei lá, dava impressão que um bicho iria sair do buraco e me pegar, ou que eu cairia dentro daquele buraco cheio de quibe frito, não sei explicar muito bem não.

O que eu sei explicar é o seguinte: acordei determinado a vencer o meu medo. Entrava em cena o Super Rodrigo, com poderes jamais visto antes. Estufei o peito e falei pra mim mesmo: “Vai intestino, faz a tua parte dentro de mim, que hoje, no final dos teus trabalhos, você terá uma surpresa agradável, você verá um novo horizonte no fim do túnel”. A vontade de colocar pra fora aquela parte de mim me deixava ansioso. De repente, percebo que o alarme de evacuação começou a tocar dentro de meu ser. Num ato mais que depressa, corri para a casinha, e um filme passava na minha cabeça. Parecia a reta final de Interlagos. Quando dei por mim, estava sentado naquilo que para mim se tornou um trono. Começava uma mistura de felicidade e força. Olhava para todos os cantos e ficava deslumbrado com o que eu via. Estava eu dentro da casinha. O que me chamou a atenção também foi uma casa de marimbondo no cantinho. Eram poucos, em torno de 274 marimbondos. Bem bonitões....meio amarelados....dava a impressão que sentiam-se felizes com a minha presença.

Agora, vem a pergunta que todo mundo deve estar fazendo: que horas que o Rodrigo vai se ferrar? Essa hora chegou.

Num movimento mais do que normal, fui pegar o papel higiênico que estava pendurado num arame no canto da casinha, quando de repente, ouço um estralo......fiquei imóvel, sem respirar, quanto mais cortar o rabo do macaco. O silêncio imperava naquele momento. Decidi continuar meu movimento e ir atrás do tão sonhado pedaço de papel.

E não é que a casinha começa a virar comigo dentro.

Pensem vocês: eu com a calça nos pés, com a bunda toda lambuzada, 274 marimbondos gritando: Uh, vai caiiir, uh vai caiiir....não conseguia esboçar nenhuma reação a não ser gritar.....quanto mais eu gritava pedindo socorro, mais os marimbondos ficavam irritados e mais meus parentes davam risada, principalmente um ser chamado Fernando Baldim, que ria que se mijava todo.

Demorou um pouco, mas o resgate chegou. Minha mãe veio me puxar, e meu tio com Fernando foram segurar a casinha do outro lado para que ela não acabasse de tombar.

Só sei dizer que depois dessa façanha, meu tio decidiu construir um banheiro decente. Hoje, este fato já faz parte do passado.

Sobre os marimbondos....eles formaram um movimento: MSC (Movimento dos sem casinha) e lutam até hoje para terem de volta sua morada.

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Da série: Promoções não muito masculinas Parte 1  escrito em sábado 20 dezembro 2008 11:25

Blog de rapidin :Casos, fatos, lorotas, presepadas...bem 'rapidin'..hehe!!, Da série: Promoções não muito masculinas Parte 1

Não, não...muito obrigado.

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A Dentadura  escrito em sábado 20 dezembro 2008 10:25

Blog de rapidin :Casos, fatos, lorotas, presepadas...bem 'rapidin'..hehe!!, A Dentadura

Esta é uma história que foi contada pelo meu pai, o Chuck Norris. Certo dia, os irmãos Baldim combinaram de irem assistir no Morumbi um jogo do São Paulo. Neste dia, caiu uma forte chuva no estádio e as arquibancadas estavam muito molhadas. E como estava muito lotado, ao invés das pessoas se locomoverem ao banheiro, as necessidades eram feitas no local onde estavam torcendo. Somando Urina + água de chuva + papel picado da torcida, temos um super lodo nos pés das pessoas que se encontravam lá. Daí que, o São Paulo no ataque, pressionando muito o adversário. Bola na trave. Goleiro fazendo milagres. E o grito de gol engasgado na garganta. Quando de repente......quando de repente....o que aconteceu??? Nada, a bola foi pra fora de novo.

Mas ué....e o que essa história tem haver com o título do post???

Eis que surge ---à TIO NELSON BALDIM ß--- O principal protagonista da história.

A seguir, vocês terão na íntegra, aliás, no texto, a verdade sobre o dia da Dentadura.

“Sãããooo Paaulo no ataque, pegou a bola Waldir Perez, cruzou e cabeceou Serginho Chulapa pro gooooooooooooooollllllllll..........do Sãããooo Pauuuuulooooo. Muita festa na torcida, todos se abraçando, pulando e quando olham para o lado, Tio Nelson agachado passando a mão naquele lodo. Preocupados com o tipo inusitado de comemoração de gol, os irmãos Baldim perguntam para o Nelson o que estava acontecendo.

Ele olha para trás, e numa cena mais que hilariante, mais que tosca, mais que grotesca, fala:

“Perdi minha dentadura quando gritei gol”.

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Todos os irmãos ficaram sem reação naquele momento. Mas por uma ajuda divina, Tio Nelson encontra sua dentadura no meio daquela nojeira. Agora eu pergunto: Qual foi a reação do tio?

a)     Limpou-a com maior cuidado possível?

b)     Guardou no bolso para chegar em casa, dar aquela desinfectada e depois voltar a usar?

c)     Colocou a culpa no Renan, que não era nem nascido?

Não, o menos esperado aconteceu. Tio Nelson, mais que depressa, pega sua dentadura, verifica se ninguém, como ele, perdeu também sua dentadura, assopra e coloca na boca como se nada tivesse acontecido. Bom, pelo menos o São Paulo ganhou né.

Sinceramente, o meu sonho era ter visto uma cena dessa. Abraço a todos.

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